Como estão as crianças com quem você convive?
Você tem observado um excesso de medicalização infantil?
Por muitos motivos as crianças não têm podido se expressar de forma natural e espontânea. Falta de espaços em casa e nos centros urbanos; rotinas cheias de horários impostos de fora; adultos que, por motivos diversos, não dão a atenção e valorização necessária a elas; convivência pequena com seus pares; salas de aula super lotadas; sistema de ensino com uma visão mais conteudista; muita convivência com telas (computadores, celulares, joguinhos); alimentação precária e desregrada. Enfim, motivos não faltam.
A infância pede socorro.
As crianças estão precisando se expressar.
Tem sido comum, questões cotidianas serem transformadas em diagnósticos. Muitas vezes é mais fácil para o adulto – que está sobrecarregado – medicar a criança e ela ficar mais “tranquila”, mais quieta. Não que em alguns momentos a medicação não se faça necessária, mas é preciso avaliar com muita atenção e cuidado cada caso.
Os remédios também têm seus efeitos indesejáveis!
Quando se medica uma criança, por questões comportamentais, tiramos dela a responsabilidade pelo seu amadurecimento. Corre-se o risco de torná-la impotente. É mais fácil dizer “ele fez isso porque ele tem esse diagnóstico” e mais difícil educá-lo para perceber as consequências de seus atos e ajudá-lo a transformar seus comportamentos e emoções. As consequências disso serão sentidas mais tarde, quando adultos.

Assim, se você convive com crianças, procure dar atenção a elas, ouvir o que elas estão dizendo com seus comportamentos. Crie tempos e espaços para elas brincarem de forma espontânea, movimentando seus corpos, usando a imaginação, convivendo com a natureza, com outras crianças. Olhe para a alimentação que elas estão recebendo e se pergunte: do que é feita essa nutrição? Serão produtos meramente industrializados, cheios de químicas, ou são naturais? Há uma rotina na vida dessas crianças: horário de sono, de alimentação, de brincadeiras, de estudo? Como está o relacionamento dela com as outras crianças? Ela tem conseguido expressar suas emoções e sentimentos ou tem se calado?
Se você proporcionou várias mudanças positivas na rotina das crianças e, ainda assim, considera que elas precisam de remédios por conta de seus comportamentos, experimente as terapias integrativas. São muitas as possibilidades. Aqui eu apresento a Terapia Floral como um apoio para ajudar a criança a centrar-se; ter foco e atenção; equilibrar suas emoções; melhorar sua comunicação de forma geral e a expressão verbal; adquirir coragem e autoconfiança para enfrentar os desafios; melhorar seu ritmo; ter perseverança, não desanimar; adaptar-se às mudanças da vida.