Os contos tradicionais são maravilhosos!! Riquíssimos em ensinamentos e sabedoria. Fico feliz que existam os “Contadores de histórias” – pessoas que, nos dias de hoje, buscam esses contos antigos e os trazem até nós.
Estes dias estive escutando Andi Rubinstein contando, em seu canal do Youtube, algumas histórias. Uma delas me inspirou e pensei nos florais.
O Cavalo e o Toco
https://www.youtube.com/watch?v=IpqED149m9c
Conto tradicional – adaptado e contado por Andi Rubinstein
Era uma vez um cavalo que estava andando em uma estrada quando tropeçou num toco, parou e recuou.
Depois disso, toda vez que ele passava perto daquele toco, ele dava uma paradinha e recuava. O fazendeiro, então, pegou uma pá, cavou em volta do toco com bastante cuidado. Retirou todo o toco da árvore da estrada. Queimou o toco, nivelou a estrada e a deixou sem nenhuma imperfeição. Mesmo assim, conta essa história, que pelos próximos 20 anos toda a vez que o cavalo passava pelo lugar onde o toco tinha estado ele recuava.
E diz a mesma história que o filho daquele cavalo também começou a recuar quando passava por aquele lugar sem nunca ter visto o toco.
O cavalo não estava recuando pela presença do toco, ele estava recuando pela memória da presença do toco.
O medo, é um toco dentro da estrada da nossa cabeça. A gente pode escavá-lo tirá-lo e nivelar o caminho ou a gente pode continuar recuando dos tocos da nossa memória. O que a gente vai escolher?
Uma história que fala do medo, do trauma e da memória que carregamos e que às vezes passa para as gerações futuras.
Ter medo é uma coisa saudável – funciona como uma barreira de proteção. Nos ajuda a percebermos nossos limites, saber que uma coisa é perigosa e por isso evitá-la. O problema é quando o medo fica excessivo e nos paralisa – mesmo antes de se tornar uma síndrome do pânico.
Às vezes sabemos o motivo do nosso medo, mas outras vezes não temos a menor ideia de como, quando, onde surgiu.
O trabalho com os florais nos apoiam e nos ajudam a superá-los e, por que não dizer, a curá-los? Conversando com o cliente, apoiando com as essências, vamos “mapeando”, entendendo, levando a pessoa a transmutar aquilo que a está limitando, incomodando.
Dr. Bach agrupou os florais de formas diferentes ao longo de sua pesquisa – uma dessas formas foi pelos 7 grupos emocionais. Um dos grupos ele colocou essências relacionadas ao medo. Simplificadamente podemos dizer:
- Mimulus – medos conhecidos;
- Rock Rose – medos grandes, que nos paralisam;
- Aspen – medos do desconhecido, algo vago, que dá “frio no estômago”;
- Cherry Plum – medo de perdermos o controle físico, emocional, mental;
- Red Chestnut – medo que aconteça alguma coisa ruim com pessoas queridas;
Nos outros sistemas florais também temos muitas essências que lidam com o medo e ajudam a pessoa se preencha de coragem, confiança e equilíbrio.

Mas, o que temos por trás desse medo? Um trauma vivido por nós? Um trauma vivido por algum antepassado? Um trauma coletivo, como esses que temos vivido na atualidade: pandemia, desastres “naturais”, enchentes, rompimentos de barreiras, guerras … Como ele se manifesta: terrores noturnos / pesadelos? Somatizações no corpo? Paralisia frente a um desafio? Etc. Quanto mais elementos soubermos da história do nosso cliente melhor poderemos contribuir com a sua fórmula floral – Buquê de flores – e seu processo de cura.
Para o personagem desse conto, o Cavalo, eu daria as essências – Rock Rose pois o medo do toco e sua memória faz com que o Cavalo paralise diante do lugar onde estava o toco; junto com Star of Bethlehem para cicatrizar traumas vividos; e Honeysuckle que ajuda a se libertar do passado.
Para o filho do Cavalo eu pensaria em Glassy Hyacinth dos florais da Califórnia, que cura traumas que vem de gerações passadas, do coletivo, da família.