A doença nunca será curada nem erradicada pelos métodos materialistas dos tempos atuais, pelo simples fato de que, em suas origens, ela não é material. (Dr. Edward Bach)
Estamos vivendo um tempo de pandemia que há quase um ano vem fazendo reviravoltas em nossas vidas. Nesses meses todos de isolamento social vimos de tudo, a começar pela morte e o luto, por consequência. Já são quase 2 milhões e meio de pessoas, no mundo, que perderam suas vidas por causa da Covid 19. O sofrimento de quem teve a doença, o medo que se instaurou, as profundas incertezas sobre o futuro, o escancaramento das desigualdades econômicas e sociais, a política de morte instalada no Brasil e tantas outras coisas negativas, fazem parte do cenário geral.

Algumas pessoas conseguiram, no plano pessoal, ver e vivenciar essa crise como uma oportunidade de rever suas vidas, seus valores, posturas, formas de consumo e de olhar para os outros e para o planeta. Gestos de solidariedade pipocaram – ao menos no começo. Muito se falou sobre quanto a natureza conseguiu se reorganizar enquanto grande parte dos humanos estavam recolhidos – os céus das grandes cidades ficaram mais limpos, algumas águas mais cristalinas.
A vacina chegou e, mesmo que ainda não acessível a todos, traz uma luz de esperança. De outro lado, já se fala em muitas variantes do vírus. Há quem preveja novas pandemias num futuro próximo.
Dr. Bach, médico inglês, que em 1930 criou as essências florais que tanto nos ajudam a transformarmos nossas emoções negativas, trazendo alívio aos nossos sofrimentos e equilíbrio às nossas almas, dizia que a doença não é material, logo ela não será erradica pelos métodos materialistas. Não se trata de negar a importância fundamental dos remédios que salvam tantas vidas e que hoje propiciam a vacina contra essa doença que tanto sofrimento tem nos trazido. Mas se trata de olharmos mais profundamente e vermos que enquanto mantivermos nossas atitudes coletivas e individuais de egoísmo, crueldade, ódio, orgulho, ignorância, ambição, falta de determinação (como ele mesmo falou) não sairemos do lugar, ou seja, continuaremos matando o planeta e consequentemente a nós mesmos.
O que conhecemos como doença é o derradeiro efeito produzido no corpo, o produto final de forças profundas desde há muito em atividade e, mesmo quando o tratamento material sozinho parece bem sucedido, ele não passa de um paliativo, a menos que a causa real tenha sido suprimida. (Dr. Bach)
É necessário um esforço coletivo para alcançarmos a cura. Assim, que permaneça o convite a todos – muito falado no início da pandemia – para revermos nossas pequenas e grandes atitudes no dia a dia. Aquietando a mente, certamente saberemos o que mais podemos transformar em nós mesmos que trará benefício a todos. Que consigamos trazer amor aos corações. Sermos solidários. Vermo-nos pequenos diante do todo maior. Sermos simples nas nossas ações. Cuidarmos uns dos outros. E, claro, mantermo-nos bem informado, usando máscaras e lavando as mãos.